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domingo, 24 de maio de 2015

A MINHA OBRA

tenho pensado em criar a minha obra num contexto surrealista.existem imagens que me sugerem não exactamente o enredo ideal,mas sim,a paisagem narrativa onde a acção decorre a partir do fim.jogando com um estilo aproximado ás propriedades da sinestesia,creio que me satisfaz abrir uma nova página no meu universo literário,associando os ambientes "vian"ao cenário "NOIR".

sábado, 22 de novembro de 2014


 LOS ANGELES COUNTY MUSEUM OF ART

"Nefertiti era e ainda é quem nunca julgou ser
ainda por cima sofria uma miopia galopante e não havia quem conseguisse apanhar porque as estrelas do mar e as letras quentes que formam a palavra nuvem não deixavam rasto 
e eles contaram-me dúzias de vezes as pedras escuras na minha mão e ficaram alarmados com o 
tamanho das ondas
o que fazia andar a rainha?
pés?
medo.
das sandálias
elétricas
ou se calhar um barulho ensurdecedor
era e ainda por cima
um sotão cheio de teias de aranha
venenosa 
ou não?"
"És certamente um eclipse das horas planas e da argila formal,

Uma flor azul a pairar sob um cântico de borboleta."
in A COR DA GAIVOTA by JOÃO PAULO CALADO

Apresentarei daqui em diante  em diante alguns trechos da minha autoria juntando uma salada de imagens.
E assim configuro o meu blog renascendo em espaços com novo aroma.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O POEMA E O CADÁVER EXQUISITO

um jogo.uma folha de papel,entusiasmo,uns copinhos de ginja.(pode ser scotch,rum,cognac)
o papel é distribuido aos participantes do jogo.
devem escrever uma frase ou duas ou mesmo um parágrafo inteiro.
depois,dobra-se a folha e entrega-se ao seguinte,sem que este veja aquilo que foi escrito.e assim sucessivamente até voltar ao primeiro jogador.pode definir-se um título prévio e neste caso,cada um pode participar com uma palavra,um verbo e/ou um substantivo.mas é facultativo.
tem mais interesse construir um texto e de seguida escolher-se um título.
o dito texto pode resultar uma amálgama confusa de histórias ,embora haja sempre uma continuação caótica e absurda.
ou surrealista.
podemos chamar a este jogo:o cadáver esquisito.

reencontrei um poema meu que deriva de uma sessão em que participei.o cadáver exquisito em questão obedecia a um conjunto de regras pré-estabelecidas.por exemplo tinha de ser iniciado como um poema onde cada jogador inseria determinadas palavras.
"culto" era uma delas e cabia a mim.outra era "flauta" ou "oásis".
houve um que colocou "bicicleta","aspirador" e "vertigem".
aconteceu juntar "nuvem" a "sardinha".



A UM AMIGO QUE DESAPARECEU



FOSTE SUBLIME NA REPRESENTAÇÃO
DE REI-ESCRAVO-OURIVES
A TUA MENSAGEM SURGIU LEGÍVEL
POR ENTRE O SANGUE NO ANFITEATRO
DE UMA CIDADE NUNCA ESQUECIDA
CONHECESTE POR ACASO UM HOMEM QUE VAGUEAVA
SERENO NAS RUAS DE OUTROS HOMENS
TOCANDO UMA FLAUTA MÁGICA
QUE ATRAÍA TODAS AS MULHERES DO REINO?

QUANDO DISSESTE
QUE TODOS MORRERÍAMOS DE SEDE
NÃO TE ENGANASTE.
AINDA HOJE OS OÁSIS DE TODO O MUNDO
SÃO LUGARES DE CULTO.


fui em busca de exemplos e de uma fonte segura

Se você pudesse voltar ao longínquo ano de 1925, um bom local para visitar seria o número 24 da famosa Rue du Château, em Paris. Ali, na casa que o roteirista e ator Marcel Duhamel habitava com outros importantes artistas contemporâneos, costumavam se reunir alguns dos principais representantes do surrealismo no século XX: Yves Tanguy, Marcel Duchamp, Jacques Prévert, Benjamin Peret, Pierre Reverdy, André Breton e outras figuras que dificilmente poderiam ser enumeradas em ordem de grandeza.

Dependendo do momento em que você aparecesse, encontraria o grupo debatendo sobre os principais acontecimentos da época. Mas, como tudo é uma questão de timing, você também poderia chegar mais tarde e surpreendê-los no meio de uma curiosa e – na visão de alguns – pueril brincadeira: o Cadavre Exquis.

Literalmente, a expressão significa “Cadáver Requintado”, embora muita gente utilize traduções menos precisas, como “Cadáver Esquisito” ou “Corpo Estranho”. As regras originais do jogo são desafiadoramente simples: alguém inicia uma frase em um pedaço de papel e o entrega ao próximo participante, para que este continue o texto. Uma terceira pessoa acrescenta mais um trecho à sentença, passando-a àdiante. E assim sucessivamente. No entanto, cada jogador só é autorizado a ler a contribuição do participante imediatamente anterior a ele; o conteúdo inteiro do papel só é revelado no final.

Reza a lenda que o nome do passatempo deriva da frase que surgiu na primeira vez em que os surrealistas da Rue du Château decidiram experimentá-lo: “O cadáver requintado irá beber o novo vinho”. Outros resultados aussi bizarre vieram mais tarde (em tradução livre):

A luz completamente negra estabelece dia e noite a suspensão impotente para fazer o bem.

Monsieur Poincaré, se você quiser, beijos na boca, com uma pluma de pavão, em um ardor que eu nunca vi antes, o atrasado Monsieur de Borniol.

O camarão maquiado dificilmente ilumina alguns beijos duplos.

A Rua Mouffetard, estremecendo de amor, diverte a quimera que dispara sobre nós.

O Pathos, muito emocionado, agradece cantando o projétil de grama picada entre Line e Prâline.

Caraco é uma linda prostituta: preguiçosa como um arganaz, e coberta de vidro por nada fazer, ela encordoa pérolas com os perus da farsa.

Desde aquele comecinho de século, o Cadavre Exquis, além de ter influenciado diversos escritores e poetas que frequentavam a casa de Marcel Duhamel, expandiu-se com energia de gente viva para quase todos os segmentos artísticos. Nas artes plásticas, a técnica não apenas é usada para criar colagens e desenhos coletivos, mas também já gerou projetos como este interessantíssimo experimento da Asia-Europe Foundation, ou o recém-lançado The Exquisite Books: 100 Artists Play a Collaborative Game.

Nas telas, a coisa alcança um patamar ainda mais incrível. Se você mantém um rol de experiências instigantes, certifique-se de acrescentar a ele a animação oitentista AniJam, o filme Cadavre Exquis Première Édition e o sensacional documentário tailandês Misterious Object at Noon (dividido em 9 partes no YouTube), em que moradores de vilarejos do país constroem juntos uma história de ficção, ao mesmo tempo em que contam passagens marcantes de suas próprias vidas.
Bruno Lacerda

terça-feira, 16 de setembro de 2014

UM POUCO DE MIM


Encontrei um livro na estante que nunca tinha lido.parece-me estranho nunca ter reparado que esse livro existia.tinha uma capa de pele e cheirava a muito antigo.de um tempo em que os homens eram ainda muito novos na terra.mas já faziam perguntas olhando para o céu.este livro tem histórias vivas.confesso-me ainda algo incapaz de traduzir os textos,não porque desconhecia a língua ,mas pela magia inata que o manuscrito insinuava aos meus sentidos.sublinho manuscrito dada a sua apresentação.todas as folhas "ardiam" quando lia as palavras.

SOU

http://joaopaulocaladomateus.weebly.com/uploads/1/0/0/0/10006744/header_images/1410875788.jpg

sábado, 13 de setembro de 2014

Memórias da boneca



Eu sou akiko.apenas akiko.

Sou filha das flores que nascem nas montanhas frias.eu sou akiko
E tenho uma história.é assim:nasci boneca e serei boneca até morrer um dia.
Ou ser abandonada numa lixeira da cidade.e posso não morrer e uma criança pobre
Pegar naqulo que resta de mim e levar-me para casa.sou akiko da esperança renascida.
Mas o  meu corpo é frio,o meu  coração está frio.fui desprezada e ferida regressei á região do nada.
Uma bolha com um céu sem estrelas onde rodopiei toda a minha infância.e tornei-me assim boneca de gelo.
Nada me assusta e já nada me  magoa.sou akiko das tempestades .os meus olhos são como espadas de lâmina aguçada
De dois gumes,lanço ódio e palavras agrestes aos desistentes aos conformados e a quem não ousa sonhar.sou akiko dos sonhos.
O meu silencio pesa nas salas onde os homens rezam em nome da mentira e da inveja.
E quando grito as janelas explodem em mil pedaços e o medo abala e desmorona a harmonia falsa.eu sou akiko a guerreira.fiz-me assim depois
Do que me fizeram.tanto mal em figuras tão pequenas.humilhada,pisada,desmenbrada,violentada até o mais intimo de mim mesma.
Sou akiko a vingadora.no entanto poderei mudar.posso acreditar que um dia me segurem com carinho e me cantem uma balada
Até eu adormecer numa quietude serena,suave e perfumada.e eu possa descansar e largar este peso que me marca e atormenta.como uma flor a nascer entre as pedras
Sujas,mortas de uma rua morta de uma cidade deserta.sou akiko da esperança renascida.Dandelion Seed Blowing Away Photographic Print





Olhaste para mim.sorriste .disseste coisas doces.deixei-me levar no teu convite.
Fomos juntas até um jardim cheio de pessegueiros em flor com o branco da neve a colorir a ponte e o rio.a escutar os  melros
E as pombas.fomos juntas para casa quando a lua beijava as torres de pedra do palácio da princesa em tons de violeta e arroz.
A tua voz transportava-me a um mundo encantado e sentia-me segura nos teus braços de menina enlevada e sonhadora.quiz que estes momentos mágicos de criança e boneca perdurassem num tempo sem fim.uma felicidade feliz e cúmplice.guardarei sempre a tua imagem inocente no meu coração.a tua ternura os teus cuidados,
O teu amor.     

sexta-feira, 28 de março de 2014

UM LIVRO ESCONDIDO
NUM ARMÁRIO LONGE DO LUGAR DEFINIDO
PALAVRAS INDEFINIDAS
LONGE DAS JANELAS DO QUARTO
ONDE EU DORMIA
ONDE EU JULGAVA QUE DORMIA
LONGE DAS NOITES E DOS DIAS
SEM PROPÓSITOS,SEM ALEGRIAS
APENAS FINGIA
QUE LIA
UM CERTO LIVRO,BRANCO NA COR,E NAS POESIAS

sábado, 19 de outubro de 2013

ESTÓRIAS COM IMAGEM

from "Miracle by Mari Shimizu


AKIKO poemas & diário


Memórias da boneca

Eu sou akiko.apenas akiko.
Sou filha das flores que nascem nas montanhas frias.eu sou akiko
E tenho uma história.é assim:nasci boneca e serei boneca até morrer um dia.
Ou ser abandonada numa lixeira da cidade.e posso não morrer tal e qual  uma criança pobre.Posso pegar naquilo que resta de mim e levar-me para casa.sou akiko da esperança renascida.
Mas o  meu corpo é frio,o meu  coração está frio.fui desprezada e ferida regressei á região do nada.
Uma bolha com um céu sem estrelas onde rodopiei toda a minha infância.e tornei-me assim boneca de gelo.
Nada me assusta e já nada me  magoa.sou akiko das tempestades .os meus olhos são como espadas de lâmina aguçada
De dois gumes,lanço ódio e palavras agrestes aos desistentes aos conformados e a quem não ousa sonhar.sou akiko dos sonhos.
O meu silencio pesa nas salas onde os homens rezam em nome da mentira e da inveja.
E quando grito as janelas explodem em mil pedaços e o medo abala e desmorona a harmonia falsa.eu sou akiko a guerreira.fiz-me assim depois
Do que me fizeram.tanto mal em figuras tão pequenas.humilhada,pisada,desmenbrada,violentada até o mais intimo de mim mesma.
Sou akiko a vingadora.no entanto poderei mudar.posso acreditar que um dia me segurem com carinho e me cantem uma balada
Até eu adormecer numa quietude serena,suave e perfumada.e eu possa descansar e largar este peso que me marca e atormenta.como uma flor a nascer entre as pedras
Sujas,mortas de uma rua morta de uma cidade deserta.sou akiko da esperança renascida.





Olhaste para mim.sorriste .disseste coisas doces.deixei-me levar no teu convite.
Fomos juntas até um jardim cheio de pessegueiros em flor com o branco da neve a colorir a ponte e o rio.a escutar os  melros
E as pombas.fomos juntas para casa quando a lua beijava as torres de pedra do palácio da princesa em tons de violeta e arroz.
A tua voz transportava-me a um mundo encantado e sentia-me segura nos teus braços de menina enlevada e sonhadora.quiz que estes momentos mágicos de criança e boneca perdurassem num tempo sem fim.uma felicidade feliz e cúmplice.guardarei sempre a tua imagem inocente no meu coração.a tua ternura os teus cuidados,
O teu amor.