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quinta-feira, 11 de junho de 2015

A MINHA BOLHA DO TEMPO,

58. Die Büchse der Pandora (Pandora’s Box) (1929)
Director: G.W. Pabst
100-Best-Silent-Films-pandoras-box.jpg
Pandora’s Box starts off scandalous and voyeuristic, then descends into a nightmare. By the time the film lands in the dirty, Jack the Ripper-haunted streets of London, the posh digs of the early scenes are but a distant memory. While it’s often said that Louise Brooks’s character, Lulu, leads the men who love her to ruin, director G.W. Pabst and his lead actress make it more complicated than that. Yes, things generally don’t turn out well for her lovers, but that’s often as much their fault as hers. Brooks has a lot of fun with the camera while giving her seductive performance, but there’s also a melancholy beneath the surface, suggesting Lulu is as much a victim of circumstance and the world we live in as anything else. She’s trying to play her way out of a losing hand, and has to go all-in.

domingo, 24 de maio de 2015

A MINHA OBRA

tenho pensado em criar a minha obra num contexto surrealista.existem imagens que me sugerem não exactamente o enredo ideal,mas sim,a paisagem narrativa onde a acção decorre a partir do fim.jogando com um estilo aproximado ás propriedades da sinestesia,creio que me satisfaz abrir uma nova página no meu universo literário,associando os ambientes "vian"ao cenário "NOIR".

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

com o LEIRIA

A nêspera, de Mário-Henrique Leiria




Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

Mário-Henrique Leiria
in Novos Contos do Gin


Mário-Henrique Leiria (1923-1980) foi um escritor surrealista português.
É aluno da Escola Superior das Belas Artes, de onde é expulso em 1942 por motivos políticos. Participou nas actividades do Grupo Surrealista de Lisboa, entre 1949 e 1951, e em 1962, depois de ser preso pela PIDE aquando da "Operação Papagaio", instala-se no Brasil onde desenvolve várias actividades, como a de encenador e de director literário da Editora Samambaia. Voltaria em 1970. Publicou Contos do Gin-Tonic (1973), Novos Contos do Gin (1974), Imagem Devolvida, Conto de Natal para Crianças (1975) Casos de Direito Galáctico (1975), O Mundo Inquietante de Josela - fragmentos (1975) e Lisboa ao Voo do Pássaro (1979). Colaborou, com pequenos contos, no suplemento Fim-de-semana, do jornal República e no semanário humorístico "Pé de Cabra". Chefiou a redacção de O Coiso, semanário impresso nas oficinas do República, durante 13 semanas, em 1975. Aderiu em 1976 ao PRP – Partido Revolucionário do Proletariado. Alguns textos seus, escritos em colaboração, foram recolhidos na Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), organizada por Mário Cesariny.
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio-Henrique_Leiria

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ainda o cadáver esquisito


E VOLTANDO AO ASSUNTO DO JOGO,LEMBREI-ME DE PROCURAR UMA FONTE FIDEDIGNA:MÁRIO CESARINY.UM DOS PRINCIPAIS REPRESENTANTES DO MOVIMENTO EM PORTUGAL.


Mário Cesariny adopta uma atitude estética de constante experimentação nas suas obras e pratica uma técnica de escrita e de (des)pintura amplamente divulgada entre os surrealistas. A sua poesia é animada por um sentido de contestação a comportamentos e princípios institucionalizados ou considerados normais nos campos do pensamento e dos costumes. Ao recorrer a processos tipicamente surrealistas (enumerações caóticas, utilização sistemática do sem-sentido ou do humor negro, formas paródicas, trocadilhos e outros jogos verbais, automatismo, etc.) alcança uma linguagem que sabe encontrar o equilíbrio entre o quotidiano e o insólito.2 Introduz também a técnica designada “cadáver esquisito”, que consiste na construção de uma obra por três ou quatro pessoas, num trabalho em cadeia criativa em que cada um dá continuidade, em tempo real, à criatividade do anterior, conhecendo apenas parte do que este fez.

Nos últimos anos de vida, desenvolveu uma frenética actividade de transformação e reabilitação do real quotidiano, da qual nasceram muitas colagens com pinturas, objectos, instalações e outras fantasias materiais.

Sobre as sessões para que o convidavam e em que o aplaudiam, o poeta comentava: Estou num pedestal muito alto, batem palmas e depois deixam-me ir sozinho para casa. Isto é a glória literária à portuguesa3 .


ANDEI PELA WIKIPÉDIA EM BUSCA DE REFERÊNCIAS RELACIONADAS E DESCOBRI ISTO:




terça-feira, 23 de setembro de 2014

leituras em dia

A MORTE E O CRIME FAZEM PARTE DA NATUREZA HUMANA.EXISTIU SEMPRE AQUELE FASCÍNIO INDEFINIDO NO QUAL NOS DEBRUÇAMOS PONDO QUESTÕES,DEDUZINDO,INVESTIGANDO,CRIANDO CENÁRIOS.


O INTERESSE PODE ESTAR NO MODO COMO NOS COMPORTAMOS,O BLUFF,AS AMEAÇAS,O MEDO,JOGAR,JOGAR SEMPRE.
E O HOMEM FOI AO LONGO DOS TEMPOS,DESLIZANDO NUMA AREIA MOVEDIÇA VESTIDA DE UM ENREDO CADA VEZ MAIS ELABORADO E COMPLEXO,COMEÇOU A INVENTAR HISTÓRIAS QUE FALAM DE PESSOAS QUE SE ESVAIEM EM SANGUE E DEIXAM PISTAS,SINAIS...
Capas & CompanhiaO HOMEM NÃO SE DEU POR SATISFEITO E REPETIU A RECEITA ,INSPIRADO NA REALIDADE ASSUSTADORA,ÁS VEZES SINISTRA.MAS VALORIZOU O ASPECTO ARTÍSTICO,O PAPEL DO PERSONAGEM,ENRIQUECIDO POR EXPRESSÕES E GESTOS NEM SEMPRE ESTEREOTIPADOS EM FILMES E EM LIVROS.DOU-ME CONTA DE UM UNIVERSO QUE ME PRENDE E ME ENLEVA E ME TRANSPORTA PARA OUTRAS FORMAS DE VIVER.E SE A OBRA É PLENA DE MISTÉRIO E NOS INJECTA LITROS DE CURIOSIDADE,ENTÃO,FELIZMENTE NÃO ´E ´SO O GATO QUE MORRE.

MOMENTOS DE LEITURA

Rudolf Dührkoop, Gertrude und Ursula Falke (1906)1908 girl reading a bookBaudelaire by Étienne Carjat - 1863Japanese Woman reading a Book 1920s


VEJO QUE ESTÃO A LER LIVROS DIFERENTES.PODE SER UMA OBRA DE BAUDELAIRE OU MISHIMA OU MANN.
HÁ UMA INQUIETAÇÃO COMUM:DELICIAM-SE
VIVEM


DECIDI LER UM POUCO PORQUE A VIDA É UMA ONDA

O Desejo de Pintar
XXXVI

O DESEJO DE PINTAR

Infeliz, talvez, seja o homem, mas feliz é o artista a quem o desejo dilacera!
Fico louco de vontade de pintar aquela que me aparece tão raramente e foge tão depressa quanto uma coisa bela, inesquecível, atrás do viajante levado pela noite. E já faz tempo que ela desapareceu!
Ela é bela e, mais que bela, é surpreendente. Nela o negror é abundante: e tudo o que ela inspira é noturno e profundo. Seus olhos são duas cavernas onde cintila, vagamente, o mistério, e seu olhar ilumina como um relâmpago; é uma explosão nas trevas.
Eu a Compararia a um sol negro, se se pudesse conceber um astro negro vertendo luz e felicidade. Mas ela faz mais facilmente pensar na lua, que, sem dúvida, a marcou com sua terrível influência; não a lua branca dos idílios, que parece uma fria noiva, mas a lua sinistra e embriagada, suspensa ao fundo duma noite tempestuosa, empurrada pelas nuvens que correm; não a lua pacífica e discreta que visita o sono dos homens puros; mas a lua arrancada do céu, vencida e revoltada, que as Feiticeiras tessalianas constrangem duramente a dançar sobre a relva aterrorizada!
Em sua pequena fronte habitam a tenaz vontade e o amor à presa. Entretanto, sob esse aspecto inquietante, onde as narinas móveis aspiram o desconhecido e o impossível, brilha, com inexprimível graça, o riso de uma grande boca vermelha e branca e deliciosa que faz sonhar o milagre de uma soberba flor que desabrocha em um terreno vulcânico.
Há mulheres que inspiram o desejo de vencê-las e de divertir-se com elas, mas essa dá vontade de morrer lentamente sob seu olhar.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

LIVROS QUE ANDEI A LER


Numero: 213
Titulo: À beira do abismo
Autor: Raymond Chandler
Titulo Original: The big sleep
Tradutor: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas

"Eram cerca das onze horas de uma manhã sem sol de meados de Outubro, com prenúncios de chuva forte na claridade das encostas dos montes. De fato azul-esmalte, camisa, gravata e lenço de bolso azuis-escuros, sapatos pretos e peúgas de lã da mesma cor, com pinhas azuis-escuras, era, da cabeça aos pés, o que deve ser um detective particular bem vestido. Apresentava-se aperaltado, limpo, barbeado de fresco e sóbrio, e não se importava que o soubessem. Fazia uma visita a quatro milhões..."

sábado, 13 de setembro de 2014

A MINHA BOLHA DO TEMPO

 
QUANDO INGRID...
PODIA SER EU MUDANDO DE CORPO
MUDANDO TODO
LARGANDO -ME NUM CHARCO ONDE SE LÊ O ARCO-IRIS
PODIA SER UM CORAÇÃO DE COLIBRI DENTRO DO MEU LIVRO
ONDE SÓ SE FALA DE TEMPO,ASAS,GEMIDOS DE PORCELANA,DESEJO.